O teatro romano teve diferentes gêneros, misturando influências gregas e de representações religiosas de caráter sério ou satírico, os romanos tinham uma forma muito simples de teatro, antes de entrarem em contato com a Grécia.
A partir desse contato, a simplicidade primitiva do teatro romano foi perdendo espaço e passou a copiar as formas gregas (tragédia, comédia). Começaram por traduzir peças gregas (séc. III a.C). Depois os romanos escreveram peças adaptando temas gregos ou inventando os próprios temas, (normalmente baseados na História) nos quais a violência prevalecia. O apogeu do teatro romano dá-se no século III – II a.C. com Plauto e Terêncio.
Curiosidade
Roma não dispunha de um teatro permanente até o ano 35 a.C., mas, segundo é dito, enormes tendas eram erguidas com capacidade para abrigarem cerca de 40 mil pessoas e, logo depois das apresentações, eram destruídas.
Teatro de Mérida
ÁSIA
O teatro surge por volta de 30 anos d.C., na Índia. Mas, há algumas centenas de anos, nos textos da Índia ou do Tibet, o drama, a dança e a música já existiam associados ao culto religioso.
A origem do teatro hindu está contida na relação entre a dança e o culto nos templos. A dança é um agrado aos Deuses e uma forma de homenageá-los.
Quatro manifestações artísticas descendentes a evocação dos Deuses ainda sobrevivem na Índia. São elas:
Baratha Natyan: Descendente direta da arte graciosa e flexível das dançarinas do templo. É praticada especialmente no sul da Índia e suas posições são retiradas do manual da dança e do teatro escrito por Bharata.
Kathak: Forma menos severa e mais variada de dança, na qual a energia masculina e feminina funde-se. Desenvolvida no norte da Índia, sob influência dos governantes mongóis.
Manipuri: Dança de movimentos lentos que lembram serpentes, teve origem no mundo mítico dos deuses. A lenda diz que pastoras executavam esta dança ao som das flautas de Krishina.
Kathakali: De caráter masculino, com máscaras exageradamente pintadas, figurinos suntuosos e ondulados. Sua dança evoca deuses, macacos, homens e monstros de uma forma grotesca.
Ator do teatro Kathakali
CHINA
Nos séculos XIII e XIV, rebelião dos chineses contra o domínio mongol instigou o triunfo do drama chinês, mas isso não aconteceu nos palcos e, sim na dramaturgia. O que realmente encantava o povo eram as acrobacias e mimos, conservados até hoje na Ópera de Pequim. No Teatro Chinês, a música e a acrobacia são tradicionais e pares, um não acontece sem o outro.
Ópera de Pequim:
Os argumentos de uma ópera chinesa unem elementos trágicos e cômicos misturados, como canto, dança, narrações poéticas e acrobacias. Trata-se de uma dramatização de feitos históricos e lendas populares. Outra forma de representação é um diálogo com uma linguagem muito próxima da fala corrente e pantomimas com gestos normais. Em seu humor amável, reflete-se e satiriza a sociedade com o objetivo de instruir e entreter a platéia.
A Ópera Nacional da China é até hoje o melhor exemplo de ópera chinesa. Essa companhia surgiu da junção de vários conjuntos tradicionais de ópera que atuavam em Pequim.
A ópera foi sempre um espetáculo muito popular, tanto entre o povo chinês como entre os nobres e imperadores. Os imperadores participavam ativamente de sua elaboração, principalmente das músicas.
Ópera chinesa
JAPÃO
O Teatro Japonês pode ser descrito como uma celebração solene de sentimentos e emoções evocando, pela pantomima (tipo de teatro que se utiliza mais dos gestos que das palavras, mímica), os poderes da natureza, até as mais sutis formas dramáticas da realeza. O que guia o teatro japonês é o poder sugestivo do movimento, do gesto e da palavra falada. Dentro destes meios de expressão, os japoneses desenvolveram um teatro bastante original, sem comparações.
No culto à lenda da Deusa Sol, Amaterasu, eram trabalhadas danças alegres. Foi a partir daí que é considerada a origem do teatro japonês. Os primeiros espetáculos, propriamente ditos, aparecem por volta do século IX, com as danças executadas por ocasião das festas religiosas, com improvisações de jograis e equilibristas, que interpretavam fatos da vida comum daquela época, alternando o trágico com o cômico.
Três manifestações teatrais são bastante difundidas no Japão, ainda hoje. São elas: Teatro Nô, Kabuki e Bunraku.
Por volta do século XIV, origina-se o Teatro Nô, uma forma mais aristocrata, ou seja, recebida pela realeza e os bem-afortunados. O drama, no teatro Nô, é recuperar histórias com o passado mítico.
Só existem atores no teatro Nô, as mulheres, até hoje, não participam desse tipo de teatro no Japão, por isso, o uso das máscaras torna-se indispensável; elas são usadas para representar o que o homem não pode. Geralmente, destinam-se a interpretar mulheres, anciãos, deuses e espíritos. Esta linguagem de teatro ainda hoje PE feita no Japão, de forma tradicional.
Curiosidade
Você sabia que os palcos do teatro Nô medem sempre 5,5m X 5,5m? E que os cenários são sempre iguais? Há somente uma passarela por onde os atores entram em cena.
As peças do Nô permanecem iguais desde o século XIV; a música é fundamental nas manifestações teatrais japonesas, no teatro Nô, não se foge à regra. O acompanhamento musical é feito por flauta, tambores e tamborins.
Teatro Nô